terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Porque cansaço é meu nome.


O ano ainda não chegou ao fim, mas a necessidade de fazer um balanço é grande e pesada. Não gosto de carregar peso em nenhuma circunstância. Eis que, calhou dessa necessidade surgir bem no começo do meu inferno astral. É, eu acredito nisso.
Digamos que 2009 tenha sido um mingau de Mucilon. Não é ruim, mas não é bom. Você tomou porque tinha que tomar e ponto. Até agora eu não tive a sensação de produtividade. Só sinto cansaço. Uma vontade imensa de jogar tudo pela janela e gritar qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo. Porque não está fazendo sentido pensar demais, se dedicar demais, querer demais.
É evidente que passa pela minha cabeça que o problema não esteja no ano, no encontro dos planetas ou na lua. Eu não sou otária o bastante para creditar problemas somente ao externo, mas também não tenho talento para cavar uma fossa com o que ninguém vê. Seguro firme em um fiapo de qualquer coisa e me balanço. E seja o que tiver que ser. Se não for pedir demais, deixo um recado:
Inferno astral, vá embora.
Paraíso astral, sorria pra mim, vá.


P.S: Bele, coisa boa ter você de volta. Mesmo!

domingo, 15 de novembro de 2009

1 ano sem me apaixonar. Bobagem pouca. Besteira. Mentira! Eu bem sei disfarçar meus dramas internos, mas isso quando eu quero. Quando acho por bem. Porém, hoje vou divagar sobre esse assunto, porque me veio uma pergunta no início de noite de um domingo tedioso: que diabos aconteceu com meu coração? Enjoou? Tá fechado pra balanço? Quer um tempo só para a dona, fazendo a linha egoísta? Desistiu?
Eu não sei a resposta. Quem souber ou supor, fique à vontade para me contar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Porque eu voltei e tenho muito pra falar.

Antes de voltar pra cá, fiquei pensando no tanto de coisa que aconteceu durante esse hiato e se voltar seria uma boa, já que tenho visto outros cantos empoeirados por aí. Como sou do contra e a favor do improvável, eu voltei e dessa vez para ficar ( já falei isso antes? anyway!).
Para começar tenho que justificar o meu sumiço. Não, essa não é uma justificativa carregada de culpa. Sumi porque fui obrigada e, vá lá, porque tive vontade também. Tempo ultimamente é artigo de luxo na minha rotina. Enfim, estar aqui hoje escrevendo é uma exceção da regra bem clara que tenho seguido: estude-trabalhe-respire. Bom, heim?! Eu acordo e vou dormir rindo, acreditem.
Tirando a falta de tempo, devo admitir que a minha impaciência( sim, a danadinha) foi quem me trouxe pelo braço para vim até aqui. É, ela me domina. Me encostou na parede e indagou qual o motivo para tanta gente estar reclamando da vida nos últimos dias. Melhor, o motivo para tanta gente estar reclamando da vida comigo. Sim, comigo! No meu ombro amigo que anda cansado. Calma, amiguinhos, isso não é uma reclamação. Não se matem, nem me queiram mal. Mas vamos todos combinar que a situação tá tensa e a insatisfação é feijão com arroz nos nossos dias. Pronto! Definido assim, fica óbvio que o problema de João é parecido com o de Maria, que se identificou com Josefa e até comentou com Serafim que se piorasse ela não saberia o que fazer.
A solução? A fórmula mágica? Não sei, gente. Deve ser um mal súbito, um efeito do H1N1, sei lá. Só sei que eu faço parte da trupe dos insatisfeitos e só não protesto mais porque o cansaço é muito grande e eu prefiro dormir.
Tenho uma ideia: compremos vassouras e espanadores. Vamos todos fazer faxinas nas nossas vidas. Garanto que os eixos tendem a se encontrar quando o ambiente favorece.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Para Denílson


Denílson faz parte do grupo de pessoas que todo mundo merece conhecer durante a existência. Inteligente, divertido, sagaz, único. Muito embora não sejamos amigos de longa data, eu gosto dele e isso já basta.
O fato é que gostar de Deni é fácil, e ao mesmo tempo difícil. A princípio, seja por defesa ou por mera marra que é peculiar a seres tão interessantes , a postura dele é fechada. Fala pouco, ri pouco, mas deixa aquela pista de que tudo isso pode virar muito. Posso me gabar horrores por ser uma das poucas pessoas que podem ve-lo gargalhando, destilando venenos potentes e confabulando sobre a vida bandida. Momentos deliciosos.
E é justamente nesses momentos que eu me pego pensando no tanto de coisas que ele tem a mostrar, mas que guarda ou reserva para um momento oportuno. Eu tenho total convicção sobre a sua imprevisibilidade, mas, impaciente que sou, fico na espera do instante em que ele vai causar um espanto tremendo. Não pelo óbvio, mas pelo que nem ele mesmo espera. Pensando assim, concluo que é isso que, por fim, me faz gostar dele. Surpresa é sempre uma delícia.
O destino há de ajudar, baby. Existência luminosa pr'ocê.

P.S: absurdo não termos uma foto juntos! É bom tratarmos logo de providenciar.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

"Sozinho eu vou ficar melhor. Só por mim eu vou ficar melhor."


Desde as primeiras horas do dia 1º de maio de 2009 um zilhão de coisas aconteceram. Ainda não absorvi nem mesmo metade de uma dessas coisas. Estou vivendo todas elas como funcionário de repartição pública que não tem mais nada a fazer a não ser carimbar papéis seguindo o ritmo da respiração. A diferença é que as coisas não estão se repetindo e não são tão simples como papéis que pedem carimbo.
Se por um lado é estranho que eu não tenha comentado com ninguém, por outro lado é ainda mais estranho que eu nem mesmo tenha vontade de fazer isso. E não é de hoje que essa vontade não bate na minha porta. Vai ver cansou de ouvidos dispersos. Ou então eu estou me tornando aquele tipo de pessoa auto suficiente que vê, sente, faz e vive. "Sem nenhuma vergonha, numa cara de pau." Como se nada estivesse acontecendo.
Tá bom, chega. Vou alí viver.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Para Eduardo.





Ontem foi o aniversário do Eduardo. Pra quem não conhece, ele é meu melhor amigo desde outubro de 2005. Nos conhecemos um pouco antes, meio que por acaso e superficialmente e jamais imaginaríamos que meses depois estaríamos juntos numa mesma sala, fazendo o mesmo curso e descobrindo tantas coisas em comum. No dia em que eu o encontrei na universidade e falei com ele com a intimidade de quem já se conhece há séculos, sem querer eu já dava início ao que hoje é essa relação de cumplicidade e afeto que nós dois construímos. Crescemos juntos, descobrimos coisas, sentimentos, personalidades, desejos. De certa forma, um marcou uma época na vida do outro com coisas simples, mas intensas. Daquelas que a gente sempre vai olhar pra trás e lembrar.



Ao contrário do que dita os achismos acerca da amizade-que-dá-certo, não somos totalmente iguais. Eduardo é do tipo sempre disposto, baladeiro, topa qualquer coisa pra se divertir. Eu já sou na minha, só vou se estiver muito a fim e troco uma balada por um filme bom sem pestanejar. Lógico que isso já foi um problema para nós dois. Às vezes ainda é, mas hoje, tanto eu quanto ele sabemos o limite de cada um e o direito que temos em decidir ser e fazer seja lá o que for, mesmo contrariando as expectativas do outro. Não há mais a necessidade de agradar a qualquer custo. Somos o que somos e ponto final. Ponto para nós!



O fato é que formamos uma parceria daquelas que são reconhecíveis por todos que nos cercam. Nos entendemos pelo olhar e deixamos claro, ainda por ele, o que nos agrada e desagrada, como se tivessemos ensaiado por dias aquela reação. O que falta em mim, está nele e vice-versa. Complicamos e descomplicamos aquilo que está aos nossos olhos sem esquentar a cabeça, achando graça e, no final ,sempre tiramos algo de bom. A nossa cuca é fresca.



As nossas vidas estão mudando - ainda que para nós dois, que sempre reclamamos, ela esteja parada- e a cada dia que passa o nosso elo fica mais forte, as decisões sobre os nossos caminhos mais próximas, o momento em que teremos a vida de "gente grande" também. A única coisa que eu posso desejar é que estejamos juntos, ainda que distantes, rindo de tudo e de todos, criticando nós mesmos e os outros e dando voos cada vez mais altos. Tudo isso sempre no nosso estilo cuca-fresca. Porque se melhorar, estraga.



domingo, 26 de abril de 2009

Sábado animado.


Esse foi um fim de semana histórico. Minha irmã viajou. Minha mãe e meu padrasto também. Meu irmão foi trabalhar. A casa ficou povoada apenas por mim e por meu outro irmão, mas esse nem conta porque só fica em casa durante as horas obrigatórias de sono que todo ser humano precisa. O tédio já está acampado por aqui faz um tempo e eu não sei como colocá-lo pra fora. Vassoura atrás da porta já não adianta mais. Então, como quem não tem outra alternativa a não ser tentar se entreter com o que já sabe que não presta, fui ver televisão. Antes que alguém me pergunte "ah, porque não viu uns filmes?", aviso: eu vi quase 10 filmes na última semana. Uma rotina de baixar uns dois ou três por dia. Logo, estou meio enjoada. Vai passar. Como eu ia dizendo, fiquei zapeando de canal em canal. Ri, quis chorar, espancar, quebrar, degolar, deprimi e ri de novo.


O primeiro programa foi o "O melhor do Brasil". Acho esse nome uma pegadinha, na moral. Se o melhor for o que eu vi, não quero saber do pior. Estava passando o quadro " Vai dar Namoro" que é tipo aquele antigo do SBT "Em nome do amor". Eu nunca acreditei nesses programas e, se você conhece alguém que já participou e confirma que é mesmo verdade e acontecem filas para encontrar um namorado(a), me apresente essa figura. Preciso tirar da mente que os produtores do programa pagam uns dez reais pra cada participante se sujeitar ao rídiculo. Troquei de canal. A Rede Tv é mestre em fazer programas toscos com a maestria de quem sabe que está fazendo uma porcaria, mas faz mesmo assim e tem quem assista. Alguém já viu um em que uma mulher bizarra fica fazendo caretas, terror e sedução pra induzir o telespectador a ligar pra ela e brincar o jogo dos sete erros? Ninguém liga. E se liga, nunca deve falar ao vivo. Ela fica com um relógio dizendo que vai dar os últimos minutos e quando eles acabam, ela continua dizendo que a pessoa pode ligar. Ou seja, uma pegadinha para a pessoa correr até o telefone, tropeçar no cachorro, quebrar o queixo e conseguir digitar os 20 números. Horrível.


As novelas da Record tinham tudo para serem boas e quem sabe até melhores que as da Globo, mas eu continuo achando que os atores globais que debandam para lá desaprendem a arte de atuar. Fanfarrões. A MTV já foi melhor, mas salvou um pouquinho do meu sábado. Só um pouquinho. Porque vê reprise o fim de semana inteiro é uma merda. E por falar nisso, assisti a reprise do CQC. Tá, é divertido, mas não é essa coisa toda que eu já ouvi falar por aí. O careca é o dono do programa e eu não entendo o quê aqueles outros dois fazem por lá. Não entendo mesmo. Mais uma vez na Rede Tv, Amaury Jr. estava no ar apresentando uma cantora que eu nunca ouví falar, mas que segundo ele, é amiga do Valentino e vai bombar com seu mais novo sucesso. Pedi pra morrer, mas não tinha quem me ouvisse.


A minha última tentativa foi na Globo, por pura falta de opção e paciência. Altas Horas já foi melhor, ou então eu não tive sorte ontem. De-tes-to aquela sexóloga Laura Miller, seu timbre de voz e suas explicações. De-tes-to mais ainda a maioria das perguntas que fazem para ela. " Qual a idade certa para transar?". Foi um menino com cara de uns 20 anos que perguntou isso. Deprimi. Se eu fosse ela, responderia: é como ir no banheiro, meu filho. Depende da sua vontade e oportunidade. Mas ela deu aquelas explicações didáticas que só servem para crianças. Meu fiapo de paciência foi pro ralo e eu fui dormir, mas antes vi que na Globo estava passando um filme de terror. Bizarro. Mais um sábado desse e eu peço pra sair.